06 Janeiro 2011

Desta vez foi diferente. Sozinha, sem brindes ou banhos de champanhe que embriaga as tristezas que nos enchem os bolsos. Desta vez foi um materializar do teu conceito de ano novo: parar, pensar, desejar, dar a mão à esperança, essa amiga invisível que não vês há tanto tempo. Desta vez foste tu e foram passas. Foram passas, podiam ser pinhões, podiam ser bolachas. Podiam ser 12, podiam ser 200, podiam ser 2011. Podia não ser nada. Porque na realidade são só apenas os minutos que dispensas a pensar no que queres. No que realmente queres e guardas para ti, num resumo do muito que escreves. Mas não há papel, não vais querer lê-lo e ver que algo falhou. Não queres esse papel, queres esvaziar os teus bolsos, não para deitar lixo fora, impensável para ti, coleccionadora de inutilidades. Queres espaço para algo de bom. Ou melhor, queres espaço para tudo, para todos: queres aprender, queres ouvir, queres observar. Queres retirar tudo o que conseguires do mundo que te rodeia. Mas isso não é um desejo, é uma filosofia de vida. Não interessa o que vier, não interessa o que vais escrever na agenda nova: interessa o que tu vais fazer com isso.

1 comentários:

Pips disse...

O que vamos nós fazer deste 2011?

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