14 Setembro 2010

um vão de escada. a meia luz alaranjada. um cigarro aceso. o copo de cerveja que morre lentamente. a calçada portuguesa que acumula beatas e outros restos de solidão. como a sua, que se acumulava ali. o telefone não tocou, o tempo livre escasseou. na mente racional não faz mal: não havia nada de novo. na mente sentimental aquele silêncio podia ser partilhado. e o ombro de alguém poderia ser almofada para sonhar com um pouco de esperança. no mundo real não houve festas no cabelo ou revelações de importância. não faz mal: existir é maravilhoso, ocasionalmente doloroso.

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